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Livros/Estética Natural e Segura/Cirúrgico ou Não Cirúrgico? Arquitetura de Decisão Correta
Capítulo 1512 min de leitura

Cirúrgico ou Não Cirúrgico? Arquitetura de Decisão Correta

Lifting facial, blefaroplastia, rinoplastia — uma estrutura para escolhas conscientes entre opções cirúrgicas e não cirúrgicas.

Ideias principais neste capítulo

  • Alguns resultados só podem ser obtidos com cirurgia; esconder isso não é honesto.
  • A decisão pela cirurgia é uma decisão que não deve ser tomada com pressa; geralmente é discutida após o esgotamento das opções não cirúrgicas.
  • Um bom médico esteta deve ser capaz de encaminhar ao cirurgião correto quando a cirurgia for necessária.
Klinikte değerlendirme — cerrahi ve non-cerrahi karar
Imagem:A decisão certa começa por lhe mostrar a melhor opção — não para meu benefício, mas para o seu.· Unsplash (royalty-free)

A pergunta certa não é: "O que posso fazer?", mas sim: "O que é o correto para mim?"

Um erro comum em clínicas de estética é direcionar todos os pacientes para opções não cirúrgicas. Esta abordagem é comercialmente compreensível, mas, em alguns casos, não é a correta. Dizer a um paciente de 55 anos com flacidez avançada que "vamos resolver com fios de sustentação" é outra forma de negligência clínica; o paciente desperdiça o seu tempo, o seu dinheiro e a sua paciência. O médico correto não substitui a cirurgia pelo não cirúrgico; ele é honesto com o paciente quando este não pode ser tratado de outra forma.

No entanto, o oposto também é verdadeiro: nem todo paciente é caso de cirurgia. Convencer um paciente de 40 anos com flacidez leve a realizar uma cirurgia é um erro. Uma boa decisão é aquela em que o achado anatômico e a expectativa do paciente se encontram no lugar certo.

Não correr para a cirurgia sem esgotar o não cirúrgico

Como abordagem clínica geral, o paciente deve primeiro ver o que as opções não cirúrgicas podem oferecer. Um plano de preenchimento natural, uma boa estratégia de botox, skin boosters regulares, sessões com dispositivos baseados em energia — quando estes quatro pilares são aplicados em conjunto, criam um efeito que dura anos. A decisão pela cirurgia deve ser seriamente considerada quando estes quatro pilares se tornam insuficientes.

À medida que a idade avança, este equilíbrio muda. Na casa dos 30 anos, o não cirúrgico é geralmente suficiente; perto do final dos 40, a cirurgia e o não cirúrgico podem ser combinados; após meados dos 50, a cirurgia entra em cena com muito mais frequência. Isto não é uma regra, mas uma tendência média.

Nota clínica:Um bom médico ganha confiança tanto pela cirurgia que encaminha quanto pelos limites cirúrgicos em que é honesto. Dizer "você precisa de uma cirurgia" é, por vezes, a frase clínica mais valiosa.

Que queixas apontam para que caminho?

Flacidez facial leve a moderada pode ser gerida durante anos com uma estratégia não cirúrgica. Jowl (papada) grave, flacidez profunda no pescoço e excesso de pele requerem lifting cirúrgico. O peso na pálpebra superior é, na maioria das vezes, resolvido com blefaroplastia (cirurgia das pálpebras). Problemas na estrutura nasal entram no campo da rinoplastia, e "corrigi-los" com preenchimento não cirúrgico não é, na maioria das vezes, apropriado, podendo até ser arriscado.

Na primeira consulta, traço claramente estas distinções para os meus pacientes. Que ferramenta funciona para qual problema e quando chegou a hora da cirurgia — esta clareza é reconfortante tanto para o paciente quanto para o médico.

  • Pálpebra superior com excesso de pele / flacidez — blefaroplastia.
  • Bolsas na pálpebra inferior — cirurgia ou não cirúrgico cuidadoso.
  • Jowl (papada) grave — lifting facial cirúrgico.
  • Desvio do dorso nasal / estrutural — rinoplastia.
  • Flacidez leve a moderada — abordagem combinada não cirúrgica.