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Livros/Botox: Guia Científico/Histórico Médico e Aprovações de Segurança do Botox
Capítulo 039 min de leitura

Histórico Médico e Aprovações de Segurança do Botox

O Botox não é uma moda, possui décadas de histórico médico. Esta jornada, que vai do tratamento de estrabismo à enxaqueca, da hiperidrose ao uso cosmético, oferece respostas concretas à questão da segurança do paciente.

Ideias principais neste capítulo

  • O Botox foi aprovado pela primeira vez em 1989 para o tratamento de estrabismo; a aprovação cosmética ocorreu em 2002.
  • As aprovações da FDA e da EMA vêm após longos ensaios clínicos, e não no lançamento no mercado.
  • Na Turquia, a embalagem e o número de série dos produtos licenciados devem ser sempre verificados.
Eski tıp kitapları — botoksun tarihsel kökeni
Imagem:Nem um único medicamento usado hoje na estética surgiu por acaso.· Unsplash (royalty-free)

Uma breve viagem do século XIX aos dias atuais

O efeito paralisante muscular da toxina botulínica foi descrito pela primeira vez na década de 1820 pelo médico alemão Justinus Kerner, em casos de envenenamento por salsichas mal conservadas. Kerner foi a primeira pessoa a sugerir que esse veneno, que "corta a força muscular", poderia ser usado para fins medicinais. Cerca de 150 anos depois, na década de 1970, o oftalmologista Alan Scott determinou a dose segura para o tratamento do estrabismo. Em 1989, a FDA aprovou esse uso — a toxina botulínica A era agora um medicamento aprovado.

O ponto de virada no lado cosmético foram os anos 1990. O oftalmologista canadense Jean Carruthers e o dermatologista Alastair Carruthers observaram que as linhas entre as sobrancelhas dos pacientes com estrabismo suavizavam, e essa observação se transformou em estudos clínicos. A aprovação da FDA para uso cosmético nas linhas glabelares (entre as sobrancelhas) veio em 2002. A partir dessa data, aprovações para pés de galinha (2013) e linhas da testa (2017) também foram adicionadas.

Cada novo uso requer uma aprovação separada

O fato de um medicamento ser aprovado para uma indicação não significa que sua aplicação em todas as áreas seja automaticamente aprovada. Existem algumas áreas "off-label" (fora da bula) aplicadas para fins estéticos na Turquia e no mundo: masseter, platisma, bunny lines, sorriso gengival, etc. Essas áreas são aplicadas com segurança há anos e são apoiadas por amplas publicações clínicas — mas os processos de aprovação oficial ainda estão em andamento. O uso off-label é feito com evidências clínicas e autoridade médica; não é "proibido", apenas "ainda não entrou no rótulo oficial".

A diferença prática que o paciente deve saber é a seguinte: em uma aplicação em área aprovada (por exemplo, glabela), a dose, a frequência e o perfil do paciente estão detalhados nos documentos de licenciamento do medicamento. Em áreas off-label, o médico calcula a dose com base em dados de áreas semelhantes e em sua experiência pessoal. Por isso, a experiência do médico é mais determinante em áreas off-label.

Produtos licenciados na Turquia

Produtos de toxina botulínica A licenciados pela Agência Turca de Medicamentos e Dispositivos Médicos (TİTCK): Botox (Allergan/AbbVie), Dysport (Ipsen), Xeomin (Merz), Neurobloc (tipo B — indicação diferente). A definição da unidade de dose (Unit) de cada um desses produtos é diferente; "uma unidade de Botox não é igual a uma unidade de Dysport". Por isso, as doses devem ser discutidas com base no produto.

Deve-se evitar produtos sem licença, de origem incerta ou apresentados como "importados a preços acessíveis". A embalagem deve ter um rótulo em turco, código QR UTS e número de série; o médico deve ser capaz de mostrar o frasco ao paciente antes da aplicação. Isso é uma questão de segurança, não de preço.

Atenção:Alguns dos vídeos de "festas de botox em casa" vistos nas redes sociais não são para fins cosméticos, mas sim marketing de produtos ilegais. Produtos aplicados em doses não calibradas e em ambientes não estéreis são ineficazes e perigosos. Botox é um procedimento médico; no momento em que sai da clínica, não é um medicamento, é um risco.