O que é o platisma?
O platisma é um músculo do pescoço fino, porém largo, que se estende da parte superior do tórax até a borda da mandíbula. Ele exerce uma força de tração para baixo — quando contraído, a parte inferior do rosto e o pescoço movem-se para frente/baixo. Com a fala tensa, o estresse e o avançar da idade, a atividade do platisma aumenta e a linha da mandíbula é capturada por essa força descendente.
Ao mesmo tempo, as duas faixas frontais do platisma (bandas mediais) tornam-se "dois cordões" proeminentes com a idade. Esses cordões tornam-se visíveis na linha média do pescoço e são uma das queixas mais frequentes dos pacientes.
Técnica de lifting Nefertiti
O lifting Nefertiti foi descrito na década de 2010 pelo dermatologista Anthony Benedetto. Envolve a injeção de pequenas doses de botox na borda superior do platisma e ao longo da linha da mandíbula. Quando o músculo perde seu efeito de tração para baixo, a linha da mandíbula levanta-se através de suas próprias forças elevadoras. Resultado: a linha da mandíbula torna-se definida, a parte inferior do rosto é levantada.
O nome da técnica é uma referência à linha da mandíbula longa, definida e elegante das estátuas da antiga rainha egípcia Nefertiti. No paciente certo, o resultado dá a impressão de um "lifting facial leve" não cirúrgico.
Para quem é indicado e para quem não é?
Candidato ideal: pacientes entre 35-55 anos, cuja pele não perdeu significativamente a elasticidade, com bandas de platisma proeminentes e perda leve da linha da mandíbula. Nesses pacientes, o botox sozinho pode trazer resultados dramáticos. Candidato não ideal: idade avançada, flacidez excessiva da pele, relaxamento após perda de peso severa. Nesses pacientes, o botox é insuficiente; são necessários lifting facial cirúrgico ou fios de sustentação.
Para o gerenciamento de expectativas realistas do paciente, realizo o "teste de levantamento com os dedos" durante o exame: levanto levemente a pele sob a mandíbula com os dedos e mostro ao paciente no espelho. Este teste mostra cerca de 60-70% do efeito que pode ser alcançado com o botox. Se o paciente estiver satisfeito com esse efeito, o procedimento é planejado; se não considerar suficiente, outras opções são discutidas.
Dose e mapa de injeção
A dose total é entre 20-40 unidades. 2-3 unidades em 4-6 pontos de cada lado ao longo da borda da mandíbula, e 2 unidades em 3-4 pontos nas bandas do platisma (cordões frontais), começando pela extremidade superior. A injeção é superficial; uma agulha profunda pode afetar os músculos que influenciam a deglutição (digástrico, gênio-hióideo).
O efeito torna-se visível em 2 semanas e estabiliza após 3-4 semanas. O resultado dura de 3 a 5 meses — um pouco menos que o botox facial, pois o platisma é um músculo usado ativamente. O intervalo de repetição é geralmente de 4 meses.
Atenção:Em mãos inexperientes, a injeção incorreta pode causar efeitos colaterais como dificuldade de deglutição, alteração na voz e assimetria sob a mandíbula. O botox no platisma não é um procedimento de "nível iniciante"; a experiência anatômica do médico determina diretamente a segurança.
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